7.11.14

Garota Clichê


Eu não sou um clichê, definitivamente não sou. Eu prefiro que me chamem de qualquer coisa, menos de clichê. Não é que eu ache clichê algo péssimo, eu gosto, menos se aplicá-lo a minha vida, pois ela pode ser tudo, menos clichê.

Eu sou uma bagunça, uma garota perdida, cansada de muitos problemas, coisas que não deveriam acontecer comigo, mas eu os aturo, não sou de segurar as emoções, eu choro sim, às vezes estou mais que sobrecarregada e ai desmorono, mas, diferente dos clichês, eu não preciso de um garoto ao meu lado, só de mim, e das pessoas que eu amo: amigos e família. Já cansei do clichê de que todo mundo acha seu príncipe encantando no final, eu não preciso de um, eu já sou o suficiente de mim, cheia de mais, sem precisar de ninguém para me completar, não preciso de uma metade de laranja, como diz Isabela Freitas “Calma lá amigo, eu nem gosto de laranja!”.

Claro que, como toda garota, eu já gostei de muitos outros garotos, e depois de quebrar, muito, a cara, vi que minha vida era muito boa, mesmo sem eles, que o amor que eu tanto procurava já estava aqui, em mim, eu só precisava saber como “ativá-lo”. A vida é engraçada, quando achei que tinha perdido tudo, me encontrei.

Por isso me nego a aceitar quando uma amiga me chama de “garota clichê”, ela diz que sou exatamente como todas as personagens problemáticas dos livros que estão nas minhas estantes, mas eu discordo, não sou como elas, mesmo que ame cada uma das histórias, não preciso morrer de amores por caras errados antes de perceber que tudo o que eu queria estava sempre ali. Que nada! Eu posso muito bem pular todos os caras errados, um dia vem um que eu me interesse de verdade e que se interesse por mim, eu não corro atrás disso, estou bem assim, e eu vou repetir sim: Eu me completo, se eu não me amar como posso querer que alguém faça isso por mim? Eu quero criar um novo tipo de clichê: As garotas independentes, que se amam e não correm atrás de homem nenhum. Quem sabe isso não vira moda, eu tenho certeza que muitas garotas iriam se juntar a mim! 

Obrigada Isabela Freitas por Não se apega, não. Sem o seu maravilhoso livro este texto nem existiria!

Com amor-próprio, Bea.

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